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# ISTO VALE A PENA: THE SOCIAL DILEMMA

Escrito em 14 de dezembro de 2020

# ISTO VALE A PENA: THE SOCIAL DILEMMA
Hoje, trago-vos de volta a nossa Rúbrica “Isto Vale a Pena”, com o Documentário “The Social Dilemma”, com toda a certeza de que todas as pessoas o deviam ver (principalmente aquelas que utilizam as redes sociais todos os dias).

 

“The Social Dilemma” é um Documentário, que foi lançado em Setembro de 2020, onde se discute o papel que as redes sociais têm nas nossas vidas e a forma como estão a afetar a sociedade em que vivemos.
 
Sendo a HARMA um lugar de partilha sobre o nosso bem-estar e saúde, trago-vos este Documentário com a preocupação acerca dos danos que as redes sociais estão a ter na nossa saúde mental, incluindo na das nossas crianças.
 
O que torna este Documentário tão interessante é que as pessoas que nos falam dos problemas destas plataformas são as mesmas que estiveram na origem da sua criação. Muitas destas pessoas, como o criador do botão “like” do Facebook, estiveram bem dentro da indústria da tecnologia e decidiram abandonar grandes empresas “por questões éticas”, partilhando agora o seu porquê.
 
A verdade é que a tecnologia veio para ficar e não podemos simplesmente ignorá-la. É também verdade que ela nos trouxe muita coisa boa e veio facilitar e melhorar as nossas vidas em muitos aspetos diferentes. E, tal como não devemos esquecer-nos do lado bom da tecnologia, também não podemos fechar os olhos aos problemas e ameaças que com ela vieram, e que põem em risco a nossa vida em sociedade e o nosso papel na Terra.
 
Temos milhões de pessoas completamente viciadas nos seus smartphones e computadores e não nos apercebemos de como isso afeta o nosso cérebro e a forma como interagimos com o mundo à nossa volta.
 
Somos constantemente bombardeados com informação nova, sendo quase impossível filtrar o que é verdade ou não. E, no meio de tanta informação, há coisas que despertam diferentes estímulos e sensações no nosso subconsciente e afetam diretamente o nosso psicológico.
 
Estas plataformas estão programadas para nos manterem colados a um ecrã durante o máximo de tempo possível, descobrindo aquilo que nos cativa através da monitorização de todas as nossas ações online. Para cada pessoa é apresentado um feed diferente, com base nos seus interesses pessoais, o que significa que a informação que nos é apresentada nas redes sociais é criada especificamente para cada um de nós, levando a que cada pessoa tenha a sua própria realidade, criada à sua medida.
 
Com o tempo, ficamos com a falsa sensação de que todos à nossa volta concordam connosco porque tudo o que vemos está de acordo com os nossos interesses e a nossa linha de pensamento. Isto é especialmente perigoso porque começamos a agir com base num conjunto de factos diferentes uns dos outros, criando cada um, o seu próprio mundo e a sua própria realidade. Deixa de haver uma verdade comum e deixa de haver a necessidade de compromisso e de união. Vamo-nos tornando cada vez mais intolerantes e incapazes de aceitar uma visão que seja diferente da nossa.
 
Hoje em dia, as crianças crescem com um telemóvel nas mãos e um ecrã à frente dos olhos, estando expostas a uma quantidade gigantesca de conteúdo sobre a qual os pais não têm qualquer controlo e que afeta diretamente a forma como pensam e aquilo que sentem. A depressão e ansiedade em adolescentes é algo cada vez mais comum e crescente, e tudo aponta para o uso das redes sociais. Comparamo-nos constantemente a padrões de beleza irrealistas e fazemo-nos crer de que não somos bons o suficiente.
 
Mas, isto não afeta apenas os mais novos. Estamos a criar uma geração de pessoas mais frágeis, ansiosas e deprimidas. Somos treinados para nos agarrarmos aos nossos telemóveis assim que nos encontramos numa situação onde estamos mais desconfortáveis, inseguros ou com medo – e isto faz com que tenhamos menos segurança em quem nós somos e na nossa capacidade de lidar com os desafios da vida.
 
Caminhamos para um mundo em que ouvimos cada vez menos o outro lado, e, mais do que nunca, precisamos de nos unir numa vontade coletiva de mudar algo que nos afeta a todos. Embora muita coisa não dependa só de nós, estarmos cientes de como as redes sociais estão a afetar o nosso bem-estar mental e psicológico é o primeiro passo para assumirmos o controlo das nossas próprias vidas.
 
Não se esqueçam de que nem tudo acerca das redes sociais é mau. Abrimos novos caminhos, descobrimos novas coisas, e isso é algo que faz parte da evolução do ser humano. São as redes sociais que, hoje, nos permitem chegar onde antes seria impossível. Através das redes sociais já foi possível reunir familiares perdidos, encontrar doadores de órgãos e dar um lar a tantos animais que precisavam. É através de uma rede social que consigo chegar até vocês com este post e partilhar esta informação que é tão importante no mundo em que vivemos.
 
Não, não temos de excluir as redes sociais das nossas vidas nem podemos negar as coisas boas que elas nos trouxeram. Temos, sim, de ter a consciência de que existe também um lado menos bom, que não queremos que domine as nossas vidas.
 
Não se isolem no vosso próprio mundo, não sigam apenas aquilo que querem ver, não acreditem apenas nas vossas verdades. É importante depararmo-nos com opiniões diferentes da nossa e realidades que não sejam iguais àquelas que já conhecemos. O mundo é feito de pessoas, realidades e opiniões diferentes umas das outras. Se nos fecharmos num mundo em que só vemos aquilo que queremos, deixamos de ter a capacidade de lidar com as divergências que fazem, naturalmente, parte da vida – e, no fundo, é essa falta de tolerância que está na origem de todas as guerras entre seres humanos.

 

 

- Escrito por Teresa M.

 


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