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# ISTO VALE A PENA: Chef Nuno Queiroz Ribeiro em "Era o Que Faltava"

Escrito em 22 de novembro de 2020

# ISTO VALE A PENA: Chef Nuno Queiroz Ribeiro em "Era o Que Faltava"
A HARMA é muito mais do que uma Loja Online – é um sítio de partilha, de informação, de preocupação e de harmonia. Para que possamos todos aprender uns com os outros, com a Natureza e com os animais, a vivermos uma vida consciente, saudável e feliz.

 

A importância da partilha está no momento em que chegamos aos outros, e a informação que lhes passamos chega também a eles, e enriquece um pouco as suas vidas. É assim que aprendemos, é assim que crescemos, é assim que enriquecemos – partilhando o que sabemos.
 
Por isso, decidi criar a Rubrica “ISTO VALE A PENA”, onde partilho convosco coisas que, para mim, valem a pena conhecer e que acrescentaram algo de bom à minha vida. Sejam livros, podcasts, filmes, ou qualquer outro tipo de conteúdo, vou partilhá-los convosco aqui, para que também vocês tenham acesso a eles. Adoro ouvir podcasts, e um dos que tenho ouvido ultimamente e que, para mim, está com um nível de qualidade brutal é o Era o Que Faltava, da Rádio Comercial. Por isso, decidi começar esta Rubrica partilhando um dos episódios que ouvi recentemente (que vale mesmo a pena ouvir!), com o Chef Nuno Queiroz Ribeiro.
 
Nuno Queiroz Ribeiro foi o primeiro Chef de Cozinha português reconhecido pelo Ministério da Saúde, com uma Distinção de Mérito pela promoção da saúde, pela prevenção da doença e pela defesa dos sabores e valores da alimentação consciente. Um dos valores mais importantes na HARMA é a saúde, por isso não podíamos começar esta Rubrica de outra maneira! Neste episódio, o Chef Nuno Queiroz Ribeiro “toca na ferida” e fala da importância da nossa alimentação, e de como temos de ter consciência daquilo que colocamos no nosso corpo para podermos garantir a nossa saúde.
 
“Cozinhar é a única coisa que garante que tu controlas a tua saúde. Hoje em dia, com o acesso ao take away e pelo tempo de pandemia que vivemos, somos quase obrigados a mandar vir comida. Chegámos a um lugar onde nos demitimos da nossa função de tomarmos conta da nossa refeição. E, historicamente, quanto mais nos afastamos da cozinha, mais as doenças aumentam.”
 
E, quando lhe fazem a pergunta “A comida mata?”, a sua resposta é:
 
“Não tenho a mais pequena das dúvidas. Carnes processadas são um carcinogénico nº1 e nós continuamos a permitir que continuem a estar nos cadernos das escolas públicas. Isto é um atentado às nossas crianças! (…) Fiambre, salsichas, alheira, farinheira, morcela – tudo o que é processado. As carnes vermelhas são um carcinogénico nº2, pela forma como são produzidas. Vivemos, hoje em dia, um problema gravíssimo. Temos 7 mil milhões de habitantes no planeta. Matamos, por ano, 70 biliões de animais, que são criados de uma forma completamente intensiva – portanto, não há regras. Os animais que estão nestes grandes matadouros têm grandes doenças, têm que levar antibióticos, têm que levar agrotóxicos nas suas rações – e comem isto tudo. Ao comermos um bife, estamos a comer, nada mais, nada menos que um músculo animal. É um pedaço de músculo, cheio de antibióticos, cheio de agrotóxicos, cheio de químicos, cheio de stress que o próprio animal tem.”
 
A verdade é que temos de alimentar o nosso corpo com o combustível certo, e, para isso acontecer, temos de ter consciência daquilo que comemos e das consequências que isso tem no nosso organismo. Como é dito no programa, “Ficamos surpreendidos quando, ao fim duns anos, temos um cancro. Vem de onde? Vem da forma como nos alimentamos. Tudo o que nós pomos para dentro do nosso organismo - há coisas que ficam, que se vão instalando e vão ficando dentro do nosso organismo, e há outras que saem.”
 
Além do impacto que a nossa alimentação tem na nossa saúde, neste episódio também se fala no impacto que os alimentos têm no nosso Planeta e de como estamos a pôr em causa o nosso Ecossistema ao comermos um determinado tipo de alimento, sem termos qualquer noção disso.
 
“Temos que saber que um hambúrguer consome 15 mil litros de água e 1 kg de rosbife consome 50 mil litros de água – o equivalente a 230 duches de 7 minutos cada um. (…) A forma como nos alimentamos, a forma como os nossos alimentos são produzidos, a forma como compramos - é o que está a acabar com os nossos recursos naturais. E, se nós continuarmos desta maneira irresponsável, em 2040 não há peixe para comer e em 2050 vais precisar de ter o equivalente a 3 planetas para conseguires ter recursos naturais para alimentar os 9.6 mil milhões de habitantes que vais ter!”
 
Abordar o tema da alimentação, em que somos obrigados a questionar tudo aquilo que nos foi ensinado pode ser overwhelming, e é fácil cairmos no desespero de não sabermos o que é que afinal “podemos” ou não comer. Mas, na verdade, a resposta é bem simples, nós é que complicamos.
 
“Eu como tudo o que é natural. Para salvar o nosso Planeta, temos de privilegiar as leguminosas, as crucíferas (couves) e as frutas. Eu só como o que a terra e o Planeta me dão, não preciso de comer uma coisa que é processada. (…) O que eu advogo é que as pessoas devem comer comida de verdade.”
 
Para terminar, o Chef Nuno Queiroz Ribeiro fala da importância de as pessoas serem educadas acerca da alimentação, pois o nosso bem mais precioso é o nosso corpo e temos de aprender a cuidar dele.
 
“Eu adorava que houvesse um programa a falar de reforçar o sistema imunitário, de exercício físico, de criar bons hábitos alimentares às pessoas, para as pessoas estarem preparadas para a doença. Nós temos de promover bons hábitos alimentares. Temos de fazer Educação alimentar. E eu defendo isto há anos - já fui falar com ministros, com secretários de estado, já fui propor um programa nacional de alimentação, onde passava por criarmos uma disciplina. Nós temos que educar as crianças do nosso futuro.”
 
Entre a importância da alimentação, a sustentabilidade do nosso Planeta e o desperdício alimentar, muitos são os temas falados neste programa, que me fazem dizer que ISTO VALE A PENA. Se quiserem ouvir o o episódio completo do podcast, podem fazê-lo aqui.

 

 

- Escrito por Teresa M.

 


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